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domingo, 16 de março de 2014

A importância dos cuidados com a imagem profissional

Gustavo Coltri
3 de março de 2014 
 
Para muitos brasileiros, o bom comportamento parece receber uma folga em tempos de exageros carnavalescos, na maioria das vezes sem grandes consequências. Se o descuido com a boa imagem ganha um passe livre nesses quatro dias de feriadão, durante o expediente nas organizações, há bem menos espaço para os escorregões.

A construção da imagem profissional não depende de episódios isolados. De acordo com diz a gerente de orientação de carreira da empresa Cia de Talentos e DMRH, Bruna Tokunaga Dias, as reputações de carreira são baseadas em um conjunto de ações e posturas consideradas pelo mercado a partir do momento em que a pessoa se direciona para o mundo do trabalho por meio de cursos de qualificação e graduações. “O seu colega de faculdade pode trabalhar com você no futuro.”

É no dia a dia, porém, que as marcas mais fortes das percepções se determinam. Segundo o coach Homero Reis, as imagens profissionais são construídas sobre três pilares de conduta: responsabilidade, competência e ética. “Você mantém uma reputação ilibada pelo que se compromete, atendendo requisitos de qualidade. Por ter uma vontade imensa de agradar, muitos prometem o que não podem cumprir e acabam trocando os pés pelas mãos”, diz.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), Elaine Saad, destaca os erros recorrentes durante o exercício das atividades como as principais fontes de problemas na esfera técnica, mais importantes até do que o grau de eficiência.

Quando o assunto vai para a esfera comportamental, há uma complexidade maior, na opinião de Elaine. “Nesse sentido, é preciso fazer uma separação por cultura organizacional. Algumas, por exemplo, aceitam melhor os comportamentos rudes do que outras”, diz. A dica para evitar gafes é observar as escolhas dos profissionais mais valorizados pela organização.

Ainda que tenham efeitos relativos, algumas ações costumam não ser bem-vindas nas companhias, de acordo com os especialistas. Usar sem moderação impressoras e telefones, falar alto e vestir-se de maneira inadequada ante o contexto são alguns dos principais erros cometidos pelos profissionais. Outras falhas crescentes seriam a utilização indevida dos celulares no expediente, inclusive reuniões, e as críticas nas redes sociais envolvendo o trabalho, além das descuidadas reclamações nos elevadores, cafés e bares nos happy hours.

Fatores externos também podem interferir na imagem profissional. “Muitas vezes, pessoas trabalham em organizações conhecidas por alguma característica forte e acabam sendo associadas às empresas”, diz a responsável pela Coordenadoria de Estágios e Colocação Profissional da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), Beatriz Braga.

Por outro lado, ela ressalta que nem sempre a imagem cultivada pelos indivíduos corresponde à que colegas, chefes e subordinados fazem sobre elas. “Não deveríamos ter surpresas em relação aos que os outros pensam sobre nós. E não adianta tentar parecer um executivo supereficiente se não houver substância”, explica.

Estabelecer pontos de verificação entre a autoimagem e a reputação externa pode ajudar na correção de rotas quando necessário. As estratégias podem incluir de feedbacks a questionamentos ítimos: “Pergunte para si: qual é a primeira impressão que os outros geralmente têm de mim? O que as pessoas que não vejo há muito tempo sabem sobre a minha vida pelas redes sociais?”, diz a gerente de orientação de carreira da Cia de Talentos e DMRH.

Se ruins, as reputações podem ser recuperadas, mas o processo de mudança de entendimento é lento e difícil segundo especialistas, porque depende do esforço dos indivíduos e da compreensão dos seus pares. “Tudo o que faz parte integrante de uma conduta adequada não é lembrada porque é pressuposto. Mas o contrario é lembrado”, diz Homero Reis.


Disponível em http://blogs.estadao.com.br/radar-do-emprego/a-importancia-dos-cuidados-com-a-imagem-profissional/. Acesso em 15 mar 2014.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Anote aí 68: Mimos; Classe C; Digital; Vitrines; Ativos

COLTRI, Gustavo. Pequenas: ligeirinhas, amáveis e unidas – Estratégias de empresas de menor porte para enfrentar grandes redes incluem oferecimento de mimos e proximidade com clientes. O Estado de S. Paulo, 14 de agosto de 2011, Caderno Oportunidades, p. 3.   

D’AMORIM, Sheila et al. Classe C eleva lucro de banco, mas toma empréstimo em loja – Contas-correntes dobram em oito anos, mas a maioria pede crédito em lojas, mesmo que o juro seja maior. Folha de S. Paulo, 21 de agosto de 2011, Caderno Mercado, p. B9.    

SAAD NETO, José. Mapa do comportamento digital – Cada vez mais requisitada pelo mercado corporativo, Netnografia aponta perfil de consumo, comportamento e hábitos digitais de grupos predefinidos. Meio & Mensagem, ano XXXIII, nº 1476, 12 de setembro de 2011, p. 34.

LESSA, Katia et al. Exibidas – Vitrines sofisticam a arte de mostrar seus produtos. Revista São Paulo, n.º 65, 11 de setembro de 2011, pp. 28-33.

GRATÃO, Paulo et al. Os novos ativos das organizações – Clientes precisam deixar de ser vistos como passivos das empresas e se transformar em aliados efetivos para o fortalecimento das marcas. Consumidor Moderno, ano 15, nº 161, agosto de 2011, pp. 122-126.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Anota aí 56: Vendas; Restaurantes; Relacionamento; Pet; Tamanho Grande

TEIXEIRA, Rafael Farias. Como montar uma estratégia de vendas nas redes sociais? – Facebook, Twitter ou Foursquare: descubra aqui qual a melhor alternativa para aproximar a sua empresa dos consumidores. Pequenas Empresas Grandes Negócios, nº 269, junho de 2011, pp. 100-102.


ZARA, André. Menu para empreender sem engasgar – Taxa de mortalidade de restaurantes e bares é de 35% já no primeiro ano e supera o índice das micro e pequenas empresas em geral. O Estado de S. Paulo, 19 de junho de 2011, Caderno Oportunidades, p. 3.   


LOPES, Rose Mary Almeida. Será que de fato fazemos marketing de relacionamento? – E os estragos para a nossa imagem podem ter proporções inesperadas, dado que, quando irritados, nós mesmos, então no papel de clientes, fazemos questão de disseminar para muito mais pessoas o evento que nos deixou insatisfeitos e a empresa, marca ou produto que causou a insatisfação. Gestão & Negócios, nº 31, p. 60.


NAVARRO, José Gabriel. O negócio da petmania – As rações concentram 65% do varejo especializado, mas os acessórios e serviços têm cada vez mais peso na hora de mimar os 98 milhões de cães e gatos do País. Meio & Mensagem, ano XXXIII, nº 1462, 06 de junho de 2011, p. 27.


COLTRI, Gustavo. ‘Plus size’ tem espaço, mas impõe desafios – Segmento é mal conhecido, segundo especialista. Não há dados de varejo ou de produção específicos para o mercado de tamanho grande. O Estado de S. Paulo, 26 de junho de 2011, Caderno Oportunidades, p. 3.